HCC

Palestra no HCC destaca a importância da doação de órgãos

29/09/2016

Com o tema “Manejo do paciente em morte encefálica”, o evento, realizado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), contou com a presença de profissionais de saúde do HCC, além de representantes e acadêmicos das universidades de Carazinho e Passo Fundo.

O Hospital de Caridade de Carazinho, através da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), promoveu, na noite de quarta-feira (28), a palestra “Manejo do paciente em morte encefálica”, com o objetivo de conscientização sobre a doação de órgãos, incentivando as pessoas a se tornarem doadoras e a declararem essa vontade aos seus familiares.
O evento, realizado em comemoração ao Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado em 27 de setembro, contou com a presença de profissionais de saúde do HCC, além de representantes e acadêmicos das universidades de Carazinho e Passo Fundo.
A morte encefálica é requisito fundamental para que um indivíduo seja considerado um potencial doador de órgãos. Por isso, para falar sobre o tema, foi convidado o médico neurologista e neurocirurgião, Dr. Rafael Augusto Espanhol.
Antes da explanação do palestrante, na abertura do evento, o presidente do hospital, Jocélio Cunha, desejou boas-vindas a todos os participantes e reforçou a relevância da temática do evento, a fim de informar e conscientizar sobre a seriedade do procedimento e a importância da doação de órgãos.
Durante sua fala, o neurocirurgião explicou que a morte encefálica consiste na parada total e irreversível das funções cerebrais. Nesses casos, ainda que os demais órgãos continuem em funcionamento, por meio da utilização de aparelhos, o paciente não voltará à vida.
Para confirmar a morte encefálica e considerar a existência de um potencial doador, de acordo com o médico, a legislação determina que o indivíduo atenda alguns pré-requisitos e exige a realização de uma série de exames e testes. “Em caso de dúvida em qualquer um deles, o diagnóstico não pode ser confirmado”, salienta.
Apesar de todos os procedimentos de segurança exigidos pela lei – os quais foram explicados detalhadamente pelo palestrante -, segundo ele, a maior dificuldade enfrentada pelos profissionais de saúde que realizam os protocolos são as negativas dos familiares, que não permitem a doação dos órgãos. “Dos 6.979 potenciais doadores notificados em 2015, no Brasil, apenas 1.898 doações foram efetivados. 22% dessas negativas aconteceram pela falta de autorização dos familiares”, destaca.
Devido a isso, de acordo com o neurocirurgião, é essencial que as pessoas conscientizem-se sobre a importância da doação de órgãos e, principalmente, que conversem com seus familiares sobre isso, deixando claro sua vontade, pois, no momento de sofrimento e tristeza pela perda do ente querido, esse desejo explícito será determinante.
Após a explanação do palestrante, dos questionamentos e comentários dos participantes, a assistente social do HCC, Márcia Reisdoerfer, que integra a CIHDOTT, falou sobre a função e o trabalho desenvolvido pela comissão na instituição de saúde, desde a sua fundação, em 2007.


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